O Tratamento oncológico e suas implicações na cavidade oral

Conhecida como mucosite, esta inflamação que acomete todo o trato digestório, desde a boca até o reto, incide em cerca de 40% dos pacientes que recebem quimioterapia e radioterapia convencional e 76% dos pacientes tratados com transplantes de medula óssea.
Sua incidência se deve à ação da quimioterapia antineoplásica, que age nas células com alto índice mitótico ( divisão celular), ou seja, nas neoplásicas, que são as que devem ser destruídas, porém as células da medula óssea, do epitélio intestinal e bucal também acabam sendo atingidas. As ulcerações podem ocorrer devido a dois fatores distintos: – ação direta sobre a mucosa bucal (estomatotoxidade direta) e alterações induzidas em outros tecidos como a mielossupressão (estomatotoxidade indireta).
Na boca, frente esta inflamação, se instala um quadro parecido com a estomatite, com ulcerações profundas e extensas, propícias à hemorragias, extremamente dolorosas, impedindo a própria alimentação, elevando o grau de desnutrição dos pacientes submetidos à terapia antineoplásica, refletindo na resposta ao tratamento instituído e à própria sobrevivência dos mesmos.
A estomatite desenvolve-se de 2 a 10 dias após o tratamento com agentes citostáticos e durante a radioterapia de cabeça e pescoço. A resolução dos sintomas demora cerca de 2 a 3 semanas após o fim da terapia, porém pode persistir por mais tempo se as doses de agentes citostáticos forem muito altas. Primariamente o paciente relata sensibilidade aos alimentos ácidos, evoluindo para impossibilidade de mastigação e deglutição, atingindo diretamente a qualidade de vida dos pacientes em tratamento.
O controle da mucosite requer medidas profiláticas e terapêuticas, como a implementação de boa saúde e boa higiene bucal, através de consultas odontológicas curativas e preventivas, para o controle das infecções pertinentes ao ambiente bucal e às oportunistas, que invadem as lesões da mucosa agravando o quadro pré-existente. Em grandes hospitais do país, estas medidas são tratadas com extrema importância, sendo iniciadas antes do tratamento oncológico, e levadas ao longo dele, através da LASERTERAPIA, a qual alivia a dor, previnindo o aparecimento e/ou a exacerbação das úlceras.

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