Esportes radicais e a saúde bucal.

A emoção que permeia alguns esportes de ação pode ter um aspecto negativo em relação à saúde bucal.
Devido a alta liberação do hormônio do stress – a adrenalina, é importante que os esportistas que se dedicam a estes esportes, cuidem para que não desenvolvam uma espécie de bruxismo voluntário, pois a tensão muscular pode ser uma constante na vida destes atletas, estimulando um apertamento e/ou ranger dos dentes, desgastando-os muitas vezes de forma severa.
Outra situação que deve ser observada nos esportes de ação, principalmente nos momentos que envolvem o salto e o pouso, são os traumas devido aos impactos que podem resultar em fraturas dentais , principalmente para os iniciantes, fazendo necessária a utilização de protetores bucais para estes momentos.
Investir em segurança nestes esportes é fundamental, e o protetor bucal deve fazer parte deste arsenal.

A Saúde Bucal e sua importância para a boa saúde geral do Idoso.

Longevidade e mais qualidade de vida. Inserida nesta frase existe um contexto explícito que todos almejam – chegar à terceira idade lúcido e saudável.
E para tanto, algumas situações são exigências para quem quer chegar à melhor fase da vida e desfrutá-la de forma salutar, e a primeira delas é ter uma dieta focada em nutrição equilibrada, a qual depende da qualidade do alimento que se ingere e a forma que ele chega ao estômago, sendo que a digestão de grande parte dos alimentos se inicia na boca, onde o alimento deve ser efetivamente triturado. Quando ele chega ao estômago mal mastigado, dificulta a digestão e o metabolismo dos nutrientes, expondo o indivíduo à uma situação de ônus orgânico que pode desencadear processos de desnutrição, que pode ser o gatilho para o aparecimento de várias doenças oportunistas.
Falta de dentes, problemas periodontais, próteses desadaptadas, xerostomia (salivação escassa ou nula), são alguns quadros comuns para pacientes idosos, e longe de ser milagrosos, os implantes são apenas uma das formas possíveis para reabilitação, sendo que a presença de infecção em ambiente bucal pode agravar problemas sistêmicos como diabetes, cardiopatias, problemas renais , reumatológicos entre outros.
Implementar terapias de acompanhamento e definir estratégias preventivas, é propiciar àqueles pacientes que esperam mais que sossêgo na cadeira de balanço, uma terceira idade disposta ao convívio social com direito ao sorriso pleno de saúde.

Medo do Dentista: a herança da dor.

Medo – esta pequena palavra, formada por 4 letras, expressa de forma simples o motivo que uma grande parcela da população mundial, na qual muitas vezes independe do fator financeiro, de não procurar atendimento odontológico.
Sabemos que o sofrimento é o grande responsável pelo desencadeamento do medo no dentista, e a busca por métodos seguros e eficazes para afastá-lo, trouxe para a atualidade diversas técnicas efetivas de controle e reversão da dor.
Porém nos dias atuais, com o advento de poderosas ferramentas que miniminizam os processos dolorosos, o conceito de saúde vêm sendo modificada, pois através da prevenção evita-se o agravamento de situações dentro da cavidade bucal que inevitavelmente trará sofrimento e consequentemente a geração do medo.
Dentre os instrumentos que podem ser utilizados para a reversão do medo, gostaria de citar um, conhecido há mais de um século, o óxido nitroso.
O óxido nitroso é utilizado na analgesia inalatória, e seu diferencial para outros métodos de sedação e relaxamento, é que ele não sofre metabolismo no organismo, sendo expelido de forma completa, propiciando relaxamento para o paciente tenso, em que evita a expectativa negativa do tratamento, a qual liberaria no organismo substâncias que tornaria o limiar para dor baixo, tornado assim o tratamento mais confortável.
Este gás, não tira do paciente a consciência do que está acontecendo a sua volta, porém sintetiza no procedimento odontológico um estágio agradável de relaxamento, podendo induzir sensações de flutuabilidade, leve sonolência, indiferença com o tempo, que leva a ação do anestésico a ganhar intensidade em pequenas doses..
O medo é um mecanismo importante para a sobrevivência do ser humano, pois permite que o indivíduo se preserve de situações que possam trazer riscos , porém o medo de procedimentos necessários para manutenção à saúde pode propiciar danos como infecções orofaciais, que comprometem o bom funcionamento do organismo.
A limitação só ocorre para aqueles que fazem “vista grossa” às suas necessidades, pois na odontologia atual, medo e dor já não conjugam a palavra sentir.

As repercussões bucais no alcoolismo feminino.

O álcool é um problema que a sociedade enfrenta há muitos e muitos anos. Todos nós sabemos de seu impacto negativo, para o indivíduo, para a família e para toda a sociedade. Porém, nem a própria estatística se arrisca em numerar a quantidade de pessoas, entre homens e mulheres, jovens e adultos que fazem uso dele, crônica ou esporadicamente.
Mas o governo contabiliza milhões em investimento na saúde, para o tratamento das conseqüências físicas e psicológicas que este vício pernicioso tráz.
Sem nenhuma face benéfica, o alcoolismo insere-se veementemente entre as mulheres, que em busca de igualdades, abraça o inimigo com força, e se esquece que atrás dele somente as diferenças ficam evidentes.
O alcoolismo é muito mais grave para mulheres do que para homens. E isto se deve ao fato de nossas diferenças físicas, como maior quantidade de tecido adiposo e fases hormonais distintas.
Mas seu impacto bucal pode ser relacionado pelo prejuízo orgânico que provoca, como a desnutrição, que insere uma série de conseqüências em ambiente bucal (formação de aftas recorrentes, diminuição do fluxo salivar e conseqüente aparecimento de infecções oportunistas), e devido à falta de cuidado propiciada pelo efeito deletério do álcool sobre o amor próprio do indivíduo, havendo uma alta prevalência de cárie e doença periodontal entre suas usuárias, que contam com mais um agravante – o fator hormonal feminino e o uso de hormônios sintéticos ( pílulas anticoncepcionais e pílula do dia seguinte), que juntos com a baixa da função hepática ocasiona um caos orgânico.
O alcoolismo é uma doença que deve ter um caráter de tratamento multidisciplinar e acompanhamento psicológico, no intento de orientar e resgatar a usuária do vício, principalmente, ajudando a reconstruir a auto estima.

A disfunção temporomandibular: sua origem e consequências.

Cada vez mais comum, a disfunção temporomandibular, é uma doença de etiologia complexa, que provoca em seu portador inúmeros desconfortos, e pode ser facilmente confundida com outras doenças, inclusive com problemas na coluna.
Quando esta disfunção é desencadeada, há uma limitação na função mandibular, e a dor pode aparecer de forma localizada ou referida, ou seja, o paciente passa a manter constantes cefaléias, dores na região da nuca, dor orofacial e principalmente limitação nos movimentos mastigatórios.
Sua origem pode estar ligada a traumas agudo, como quedas com impacto na região do queixo ou borda lateral do rosto, e a trauma crônicos com bruxismo, apertamento dental devido ao stress, a mastigações excessivas ( gomas de mascar, por exemplo) e a tratamentos ortodônticos mau conduzidos, entre outros fatores. Ainda há uma grande dificuldade em preveni-la, mas sensações de grande cansaço na região do rosto podem predizer problemas futuros, e principalmente, a falta de dentes tem íntima relação com seu aparecimento.

Erosão ácida e a dentição da sociedade moderna.

Em agosto de 2005, durante o Simpósio Internacional Anual da FDI, realizado em Montreal, viu-se palestrantes renomados de todos os lugares do planeta, evidenciando uma tendência mundial: a prevalência da erosão ácida, também conhecida como perimólise.
O problema, de acordo com as pesquisas recentes, surgiu junto com a sociedade contemporânea devido às modificações alimentares, aquisição de hábitos deletérios e alguns problemas de saúde que ajudam a perpetuá-lo.
O principal fator, bastante comum nos alimentos industrializados, líquidos ou não, seria a utilização de conservantes ácidos, bombardeando incessantemente a dentição no seqüestro de minerais, que devido à excessos, não seriam repostos de forma natural, principalmente devido ao tempo entre a ingestão destes alimentos.
Apesar de parecer estático, o meio bucal apresenta uma dinâmica microscópica na perda e no ganho de minerais, e quando há o desequilíbrio estas substâncias não voltam para a superfície dura do dente, provocando um desgaste progressivo.
Além dos alimentos, outros fatores podem contribuir para o aparecimento da erosão ácida. Entre eles podemos citar o bruxismo, a escovação exagerada, a regurgitação, a bulemia, o fumo e a doença do refluxo gastro-esofágico.
O diagnóstico no início do processo é de primordial importância, e a orientação adequada ao paciente evita que o processo se agrave.

Fique atento aos sinais que aparecem nos dentes –
Brilho e Textura: brilho diferencial e desaparecimento de estruturas anatômicas denotam perda mineral.
Cor: dentes tornam-se amarelados à medida que o esmalte é desgastado, sobressaindo o tom da dentina subjacente.
Translucidez: bordos incisais mais finos, aumentando a translucidez da borda do dente.
Estrutura: podem ocorrer traços de fratura nos bordos quebradiços.
Forma: restaurações podem aparentar desgaste intenso e rebaixamento das bordas.

Para evitar que os danos se instalem, observe:

Reduzir ou eliminar o consumo de bebidas carbonadas ( bebidas gaseificadas).
Não reter alimentos ácidos na boca.
Mastigar após a refeição goma de mascar sem açúcar durante poucos minutos.
Aguardar pelo menos 1 hora para escovar os dentes.

A erosão ácida se relacionada também com outros fatores como acidez titulável, cálcio, fosfato e fluoreto, e a hipersensibilidade pode estar presente.

Clareamento dentário: possibilidades e resultados.

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A exigência estética atual colocou no “hall” dos tratamentos odontológicos mais executados, uma forma relativamente recente de alvejar o dente, o clareamento dentário através do peroxido de hidrogenio.
Em variadas concentrações, ele pode ser utizado com uma moldeira, necessitando de um tempo razoável em contato com os dentes, o qual surte um bom resultado, porém está  relacionado com a tecnica que mais propicia sensibilidade e queimaduras gengivais, atuando de forma parcial, geralmente incorrendo em um degrade de tonalidade, devido à limitação da técnica.
No consultório é possível se ter maior previsibilidade e controle no tom alcançado e quando é estimulado pela luz, aumenta sua capacidade de interação.
Porém existe um equívoco na técnica de consultório mais utilizada, com tecnologia LED, em que muitos insistem em chamar de LASER, pois o laser desta técnica não compartilha do estímulo do peroxido, porque ela atravessa o dente e vai irritar a polpa, trazendo sensibilidade e tonalidade que puxam o tom gelo, perpetuando nos dentes um leve acinzentamento. Atualmente a melhor forma de clarear os dentes, é através da técnica Foto fenton, que desbota as tonalidades, permitindo que haja uma maior ação nas cadeias carbonicas, que trazem as pigmentacoes endogenas de difícil reversão.
A manutenção exige cuidado com os choques termicos, pois são eles que de fato mudam a cor dos dentes. Quanto aos pigmentos, geralmente tão execrados, a manutenção é muito simples e realizada com jato de bicarbonato.

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