As repercussões bucais no alcoolismo feminino.

O álcool é um problema que a sociedade enfrenta há muitos e muitos anos. Todos nós sabemos de seu impacto negativo, para o indivíduo, para a família e para toda a sociedade. Porém, nem a própria estatística se arrisca em numerar a quantidade de pessoas, entre homens e mulheres, jovens e adultos que fazem uso dele, crônica ou esporadicamente.
Mas o governo contabiliza milhões em investimento na saúde, para o tratamento das conseqüências físicas e psicológicas que este vício pernicioso tráz.
Sem nenhuma face benéfica, o alcoolismo insere-se veementemente entre as mulheres, que em busca de igualdades, abraça o inimigo com força, e se esquece que atrás dele somente as diferenças ficam evidentes.
O alcoolismo é muito mais grave para mulheres do que para homens. E isto se deve ao fato de nossas diferenças físicas, como maior quantidade de tecido adiposo e fases hormonais distintas.
Mas seu impacto bucal pode ser relacionado pelo prejuízo orgânico que provoca, como a desnutrição, que insere uma série de conseqüências em ambiente bucal (formação de aftas recorrentes, diminuição do fluxo salivar e conseqüente aparecimento de infecções oportunistas), e devido à falta de cuidado propiciada pelo efeito deletério do álcool sobre o amor próprio do indivíduo, havendo uma alta prevalência de cárie e doença periodontal entre suas usuárias, que contam com mais um agravante – o fator hormonal feminino e o uso de hormônios sintéticos ( pílulas anticoncepcionais e pílula do dia seguinte), que juntos com a baixa da função hepática ocasiona um caos orgânico.
O alcoolismo é uma doença que deve ter um caráter de tratamento multidisciplinar e acompanhamento psicológico, no intento de orientar e resgatar a usuária do vício, principalmente, ajudando a reconstruir a auto estima.

A disfunção temporomandibular: sua origem e consequências.

Cada vez mais comum, a disfunção temporomandibular, é uma doença de etiologia complexa, que provoca em seu portador inúmeros desconfortos, e pode ser facilmente confundida com outras doenças, inclusive com problemas na coluna.
Quando esta disfunção é desencadeada, há uma limitação na função mandibular, e a dor pode aparecer de forma localizada ou referida, ou seja, o paciente passa a manter constantes cefaléias, dores na região da nuca, dor orofacial e principalmente limitação nos movimentos mastigatórios.
Sua origem pode estar ligada a traumas agudo, como quedas com impacto na região do queixo ou borda lateral do rosto, e a trauma crônicos com bruxismo, apertamento dental devido ao stress, a mastigações excessivas ( gomas de mascar, por exemplo) e a tratamentos ortodônticos mau conduzidos, entre outros fatores. Ainda há uma grande dificuldade em preveni-la, mas sensações de grande cansaço na região do rosto podem predizer problemas futuros, e principalmente, a falta de dentes tem íntima relação com seu aparecimento.

Erosão ácida e a dentição da sociedade moderna.

Em agosto de 2005, durante o Simpósio Internacional Anual da FDI, realizado em Montreal, viu-se palestrantes renomados de todos os lugares do planeta, evidenciando uma tendência mundial: a prevalência da erosão ácida, também conhecida como perimólise.
O problema, de acordo com as pesquisas recentes, surgiu junto com a sociedade contemporânea devido às modificações alimentares, aquisição de hábitos deletérios e alguns problemas de saúde que ajudam a perpetuá-lo.
O principal fator, bastante comum nos alimentos industrializados, líquidos ou não, seria a utilização de conservantes ácidos, bombardeando incessantemente a dentição no seqüestro de minerais, que devido à excessos, não seriam repostos de forma natural, principalmente devido ao tempo entre a ingestão destes alimentos.
Apesar de parecer estático, o meio bucal apresenta uma dinâmica microscópica na perda e no ganho de minerais, e quando há o desequilíbrio estas substâncias não voltam para a superfície dura do dente, provocando um desgaste progressivo.
Além dos alimentos, outros fatores podem contribuir para o aparecimento da erosão ácida. Entre eles podemos citar o bruxismo, a escovação exagerada, a regurgitação, a bulemia, o fumo e a doença do refluxo gastro-esofágico.
O diagnóstico no início do processo é de primordial importância, e a orientação adequada ao paciente evita que o processo se agrave.

Fique atento aos sinais que aparecem nos dentes –
Brilho e Textura: brilho diferencial e desaparecimento de estruturas anatômicas denotam perda mineral.
Cor: dentes tornam-se amarelados à medida que o esmalte é desgastado, sobressaindo o tom da dentina subjacente.
Translucidez: bordos incisais mais finos, aumentando a translucidez da borda do dente.
Estrutura: podem ocorrer traços de fratura nos bordos quebradiços.
Forma: restaurações podem aparentar desgaste intenso e rebaixamento das bordas.

Para evitar que os danos se instalem, observe:

Reduzir ou eliminar o consumo de bebidas carbonadas ( bebidas gaseificadas).
Não reter alimentos ácidos na boca.
Mastigar após a refeição goma de mascar sem açúcar durante poucos minutos.
Aguardar pelo menos 1 hora para escovar os dentes.

A erosão ácida se relacionada também com outros fatores como acidez titulável, cálcio, fosfato e fluoreto, e a hipersensibilidade pode estar presente.

COISAS DE CRIANÇA:“A hora de trocar os dentinhos pelos dentões”

Esta fase, marcada por mudanças em nosso organismo, substitui em nossa boca nossos pequenos dentes por outros maiores, que nos acompanharão pelo resto da vida – se cuidarmos direitinho deles-, e isto acontece de forma natural e bem tolerada pela maioria de nós. Porém, uma parte da população pode enfrentar alguns percalços para efetivar as mudanças, gerando muitas dúvidas em relação às trocas dentárias que se iniciam por volta dos 6 anos e se concluem, praticamente, 7 anos depois.
Uma reclamação muito freqüente, referida quando os dentinhos-de-leite começam a cair (esfoliar), é que os dentes permanentes demoram muito a nascer (irromper).
O desagrado acontece porque a famosa “janelinha” permanece mais tempo que o normal, prejudicando a criança de várias formas, inclusive a estética.
E o maior motivo para que isto aconteça, é pelo fato que o dente-de-leite sofreu injúrias – traumas ou doenças -, fazendo com que a gengiva se torne mais fibrosa, não permitindo que o dente permanente transpasse-a naturalmente.
Este fato pode pôr em risco toda a harmonia das arcadas dentárias e exige intervenção profissional.
Existem várias formas de intervir, dependendo da necessidade e da acessibilidade do paciente pediátrico.
Os meios vão desde exercícios mastigatórios com acessório adequado, que estimula uma resposta orgânica que gera o trofismo dental até seu leito.
Mas ainda pode haver necessidade de “abrir o caminho” para o jovem dente, através de pequenas cirurgias que rompem a rigidez gengival, permitindo que o dente se instale adequadamente.
De modo geral os resultados aparecem em 1 a 10 dias, dependendo da terapia instalada e da invasividade do processo curativo, e é válido informar que o método cirúrgico é a mais rápida das modalidades interventivas.

O Tratamento oncológico e suas implicações na cavidade oral

Conhecida como mucosite, esta inflamação que acomete todo o trato digestório, desde a boca até o reto, incide em cerca de 40% dos pacientes que recebem quimioterapia e radioterapia convencional e 76% dos pacientes tratados com transplantes de medula óssea.
Sua incidência se deve à ação da quimioterapia antineoplásica, que age nas células com alto índice mitótico ( divisão celular), ou seja, nas neoplásicas, que são as que devem ser destruídas, porém as células da medula óssea, do epitélio intestinal e bucal também acabam sendo atingidas. As ulcerações podem ocorrer devido a dois fatores distintos: – ação direta sobre a mucosa bucal (estomatotoxidade direta) e alterações induzidas em outros tecidos como a mielossupressão (estomatotoxidade indireta).
Na boca, frente esta inflamação, se instala um quadro parecido com a estomatite, com ulcerações profundas e extensas, propícias à hemorragias, extremamente dolorosas, impedindo a própria alimentação, elevando o grau de desnutrição dos pacientes submetidos à terapia antineoplásica, refletindo na resposta ao tratamento instituído e à própria sobrevivência dos mesmos.
A estomatite desenvolve-se de 2 a 10 dias após o tratamento com agentes citostáticos e durante a radioterapia de cabeça e pescoço. A resolução dos sintomas demora cerca de 2 a 3 semanas após o fim da terapia, porém pode persistir por mais tempo se as doses de agentes citostáticos forem muito altas. Primariamente o paciente relata sensibilidade aos alimentos ácidos, evoluindo para impossibilidade de mastigação e deglutição, atingindo diretamente a qualidade de vida dos pacientes em tratamento.
O controle da mucosite requer medidas profiláticas e terapêuticas, como a implementação de boa saúde e boa higiene bucal, através de consultas odontológicas curativas e preventivas, para o controle das infecções pertinentes ao ambiente bucal e às oportunistas, que invadem as lesões da mucosa agravando o quadro pré-existente. Em grandes hospitais do país, estas medidas são tratadas com extrema importância, sendo iniciadas antes do tratamento oncológico, e levadas ao longo dele, através da LASERTERAPIA, a qual alivia a dor, previnindo o aparecimento e/ou a exacerbação das úlceras.

Cardápio do dia: dieta boa para a boca!

Um prato com bastante verduras verdes, carne grelhada com legumes diversos, e para sobremesa, frutas frescas com iogurte.
Este cardápio poderia entrar em qualquer dieta para perder peso ou evitar problemas de ordem sistêmica, mas o menu aqui é para ter e manter uma boca saudável.
As vitaminas devem estar inseridas na alimentação diária, preferencialmente sob a forma de alimentos frescos, evitando uma série de complicações bucais, das quais a severidade do problema conjuga com a falta da vitamina em questão.
A vitamina C, por exemplo, é uma vitamina cuja falta incorre no aparecimento de uma doença grave, o escorbuto, mas até as avitaminoses leves já inserem decorrências bucais, que vão desde sangramentos gengivais até avulsões dentárias.
Problemas linguais, descamações labiais e aftas podem ser decorrentes da falta de vitaminas do complexo B e a vitamina A ajuda nossa boca ficar longe das infecções.
Os laticínios em geral, são grandes aliados contra o câncer, mas o iogurte, devido às suas propriedades probióticas, ajudam os tecidos que sustentam os dentes a manterem-se íntegros.
Além dessas, existem muitas outras situações em que doenças bucais ganham vulto frente a falta de vitaminas específicas, sem mencionar o fato que muitos alimentos frescos e saudáveis ajudam a realizar uma auto limpeza, diminuindo os riscos de contrair afecções bucais.
A reeducação alimentar é a forma mais correta, juntamente com bons hábitos de higiene bucal, para que nosso sorriso permaneça sempre bonito e saudável.

Clareamento dentário: possibilidades e resultados.

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A exigência estética atual colocou no “hall” dos tratamentos odontológicos mais executados, uma forma relativamente recente de alvejar o dente, o clareamento dentário através do peroxido de hidrogenio.
Em variadas concentrações, ele pode ser utizado com uma moldeira, necessitando de um tempo razoável em contato com os dentes, o qual surte um bom resultado, porém está  relacionado com a tecnica que mais propicia sensibilidade e queimaduras gengivais, atuando de forma parcial, geralmente incorrendo em um degrade de tonalidade, devido à limitação da técnica.
No consultório é possível se ter maior previsibilidade e controle no tom alcançado e quando é estimulado pela luz, aumenta sua capacidade de interação.
Porém existe um equívoco na técnica de consultório mais utilizada, com tecnologia LED, em que muitos insistem em chamar de LASER, pois o laser desta técnica não compartilha do estímulo do peroxido, porque ela atravessa o dente e vai irritar a polpa, trazendo sensibilidade e tonalidade que puxam o tom gelo, perpetuando nos dentes um leve acinzentamento. Atualmente a melhor forma de clarear os dentes, é através da técnica Foto fenton, que desbota as tonalidades, permitindo que haja uma maior ação nas cadeias carbonicas, que trazem as pigmentacoes endogenas de difícil reversão.
A manutenção exige cuidado com os choques termicos, pois são eles que de fato mudam a cor dos dentes. Quanto aos pigmentos, geralmente tão execrados, a manutenção é muito simples e realizada com jato de bicarbonato.

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Amamentação: mais que amor é a responsabilidade com o bom desenvolvimento do bebê!

Nesta semana muito se falou em amamentação, mas será que todas as facetas referentes ao tema foram exaustivamente ratificadas?
É bem possível que não. A amamentação deveria ser absoluta até o bebê completar seus 6 meses, pois o leite materno propicia nutrientes e água essenciais para o desenvolvimento físico e orgânico, e de extrema importância para o desenvolvimento adequado da face e da boca.
Isto é possível, porquê no ato de sugar o leite, o bebê desempenha um esforço que irá desenvolver adequadamente as estruturas da face e da boca, minimizando as intercorrências de má oclusão óssea e dental.
Permitir que seu bebê mame é além de um ato de amor, um investimento na saúde geral e bucal de seu filho.
Por Dra Liciane Bello

Antisseptico bucal contaminado: o cala boca da própria empresa em sua oferta.

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Em todo o mundo, propagandas de antissepticos bucais, prometem a seus usuários um sorriso limpo, um hálito fresco e de quebra, dentes mais brancos…
A balela ficou explicita depois que uma grande empresa anunciou que sua filial da Colombia reconheceu a contaminação de milhares de frascos com uma bactéria comum nas infecções hospitalares,  de alta virulencia, que provoca graves doenças no trato respiratório. Isto desmistifica o que na clínica odontológica é observado nos pacientes que fazem uso crônico destes enxaguatorios: que há uma seleção das bactérias mais resistentes e ao longo do tempo, uma fragilidade nos tecidos da boca.
Não se engane – a faxina bucal deve ser feita com escova e fio dental, eventualmente os enxaguatorios estão indicados, mas existem prescrição específica para cada caso.

Dra Liciane T. Bello
Mestre em Lasers Odontológicos

The laser dentistry, marking a new age.

Today, the news is no shortage of completing all fields of science. Equipment that speed, track, detect and perform, and this “front” the laser is the protagonist.
Faced with all these possibilities in medicine and dentistry is that the laser is its most noble.
Lasers can be classified basically in therapeutic (or low power) and surgical (or high power).
The therapy is used to accelerate the healing process, acting at the cellular level, increasing the availability of oxygen and energy, where the cell starts to work without fatigue that injuries provide.
For example, in cases of cancer patients affected in the head and neck irradiated or treated through chemotherapy, eventually develop mucositis due to transient failure of the oral mucosa cells to regenerate, can be treated preventively with laser therapy along with elective therapy, preventing the appearance of these lesions which aggravate the general condition of these patients, because they can not feed themselves.
For those who use aparatologia orthodontics, laser tooth acts by accelerating the migration, decreasing or eliminating the pain caused traction on the tooth, also reducing the time required for a successful treatment completed, reducing the risks of root resorption of the tooth, which is common in the conventional technique.
Also, the bone level, the laser provides for the extracted teeth or anchored to implants, bone formation faster and better.
Even acts by decreasing edema and have anti-inflammatory effect, helping to minimize the villain in our physical suffering: Pain.
Research has demonstrated laser action in the nerve fibers, changing electrical potential and stimulating the formation of substances that act directly on the sensation of pain, serotonin, the brain level, flooding the nerve endings, reducing pain stimulus.
In laser surgery, it is also possible to have a substantial decrease in relation to pain.
When the laser ablated tissue, it simply vaporizes the nerve endings, which are not able to deliver the painful stimulus and indirectly, it vaporizes the microorganisms that inhabit the surface and the depth of affected tissue, effectively reducing the inflammatory response, just not to allow the release of substances in cell injury, such as histamine and other neurotransmitters to inflammation and therefore pain.
Some lasers operating in the region of green, still have the advent of acting directly on blood clotting, which is of great value in surgery of patients committed hematological, or in treatment with phobic children.
As for lasers operating in dental or bone ablation, the benefit is in the treatment of radiating surface, it makes the tissue more resistant to acids mouth, minimizing the risk of recurrence, and this includes the treatment of caries, the surgeries paraendodônticas, and even the conventional endodontic treatment.
In the field of diagnosis, the laser tool is also a difference, as it enables the scanning of tooth surfaces and when it detects bacteria that fluoresce indicate their presence, helping professionals to perform the best intervention for a particular situation or just observe her clinical picture.
The most striking of this technology for dental interventions do you get 99.99% of disinfection at the site of action of the laser, there is a more positive bodily response and tissue regeneration with a better quality (reducing the expectation of recurrence), reduces the feedback interventions for pain in the deepest need and demonstrates incomparably smaller local anesthetics.