Escovas Dentais: como saber qual modelo é o ideal.

As possibilidades são muitas: tem as que giram, as que vibram, as com limpador de língua…entre as novidades que chegam ao mercado todos os anos.
Para o consumidor, muitas vezes parece apenas uma questão de escolha, porém o olhar clínico indica que para cada perfil há uma escova mais adequada. É importante ressaltar que escovar os dentes sem o prévio uso do fio dental, por mais mágica que a escova pareça ser, nunca será uma faxina bucal completa.
A escolha deve começar pelo tamanho da cabeça da escova, que dentre os atuais modelos, encontramos em numeração 30, 35 e 40, em que a menor (30) está indicada para crianças, ou para pós-cirúrgicos por serem geralmente as mais macias. As 35 e 40, com indicação para bocas maiores, devem possuir cerdas macias, pois as duras podem comprometer a saúde gengival, e ao contrário do que muitos pensam, ela limpa muito menos, e pode gerar um problema de desgaste exacerbado com o uso prolongado.
Dentre os vários modelos de escovas manuais, é importante saber que o que limpa o dente é o ato da boa esfregação, cerdas de borracha que massageiam a gengiva, ou tufos cibernéticos prostrados na lateral, muitas vezes podem até machucar se forem esfregados com muita intensidade.
As escovas elétricas giratórias encontram maior indicação para indivíduos que possuem algum grau de deficiência e não consegue higienizar os dentes adequadamente com as escovas convencionais. Para os indivíduos sem comprometimento e que possuem dificuldade em fazer uma boa escovação, devem tomar cuidado na escolha da escova elétrica, porque muitas que existem no mercado, se apertadas contra o dente, simplesmente, param de funcionar. Nestes casos, as preferíveis são as vibratórias.
Muitas novidades estão por surgir, e é bastante interessante, pois estimula o consumidor a comprar escovas com mais freqüência – já que a escova muito usada perde o formato e passa a prejudicar , e a individualização, pois ainda é bastante comum, apesar de anti-higiênico, as pessoas compartilharem suas escovas com familiares.
Para uma adequada faxina bucal estas dicas são imprescindíveis: troque a escova com freqüência (em média a cada três meses), escolha escovas de boa procedência, não tenha pressa para limpar os dentes, e não esqueça de escovar a língua e gargarejar!

O contexto odontológico no universo feminino: a ditadura hormonal x saúde bucal.

As diversas fases hormonais em que a mulher será submetida ao longo de sua vida, pode instituir no contexto de saúde bucal, manifestações inerentes ao hormônio vigente ou à ausência dele, propiciando um tipo de gengivite persistente até comprometimentos severos no arcabouço periodontal ( tecido que liga o dente ao osso).
Na fase da primeira menstruação (ou menarca), a menina-mulher passa a conviver mensalmente com as alterações hormonais , que além de deixá-la apta a gerar um filho, modifica uma série de processos químicos do metabolismo que irão, muitas vezes, interferir em seu humor, em sua pele (acne)e em sua saúde bucal, principalmente se a higiene for deficiente, entre outras conseqüências, e isto pode acontecer durante toda a vida reprodutiva da mulher.
Os métodos contraceptivos hormonais e esterectomia, também podem alterar o padrão de saúde bucal da mulher, exigindo métodos efetivos de prevenção, como uma boa higiene bucal e dieta saudável, para que conseqüências mais severas fiquem afastadas. Aftas são bastante comuns em algumas mulheres, e isto requer providências.
Um período bastante crítico para agravar debilidades bucais, é a gravidez. Engana-se quem pensa que é culpa dela as enfermidades bucais que tanto incomodam muitas gestantes. Na realidade, mulheres com intercorrências de dor durante o período gestacional, geralmente trouxeram problemas de ordem de saúde bucal antes da concepção. E isto pode ser muito grave para o desfecho da gravidez, provocando até mesmo partos prematuros, devido aos processos infecciosos e liberação de substância tóxicas na circulação sanguínea.
Quando a mulher entra no período de climatério, a produção hormonal começa a diminuir até a fase de menopausa, exigindo cuidados específicos que deverão ser realizados para combater os fatores patogênicos da periodontite, doença silenciosa que degrada ossos e tecidos da implantação do dente, desestruturando-o, e consequentemente, condenando-o, e isto também pode acontecer com os implantes osteointegrados.
Mas para todos estes problemas há métodos preventivos seguros e eficientes, que ajudam a manter o que a humanidade tem de mais bonito: O SORRISO DA MULHER!

Esportes radicais e a saúde bucal.

A emoção que permeia alguns esportes de ação pode ter um aspecto negativo em relação à saúde bucal.
Devido a alta liberação do hormônio do stress – a adrenalina, é importante que os esportistas que se dedicam a estes esportes, cuidem para que não desenvolvam uma espécie de bruxismo voluntário, pois a tensão muscular pode ser uma constante na vida destes atletas, estimulando um apertamento e/ou ranger dos dentes, desgastando-os muitas vezes de forma severa.
Outra situação que deve ser observada nos esportes de ação, principalmente nos momentos que envolvem o salto e o pouso, são os traumas devido aos impactos que podem resultar em fraturas dentais , principalmente para os iniciantes, fazendo necessária a utilização de protetores bucais para estes momentos.
Investir em segurança nestes esportes é fundamental, e o protetor bucal deve fazer parte deste arsenal.

A Saúde Bucal e sua importância para a boa saúde geral do Idoso.

Longevidade e mais qualidade de vida. Inserida nesta frase existe um contexto explícito que todos almejam – chegar à terceira idade lúcido e saudável.
E para tanto, algumas situações são exigências para quem quer chegar à melhor fase da vida e desfrutá-la de forma salutar, e a primeira delas é ter uma dieta focada em nutrição equilibrada, a qual depende da qualidade do alimento que se ingere e a forma que ele chega ao estômago, sendo que a digestão de grande parte dos alimentos se inicia na boca, onde o alimento deve ser efetivamente triturado. Quando ele chega ao estômago mal mastigado, dificulta a digestão e o metabolismo dos nutrientes, expondo o indivíduo à uma situação de ônus orgânico que pode desencadear processos de desnutrição, que pode ser o gatilho para o aparecimento de várias doenças oportunistas.
Falta de dentes, problemas periodontais, próteses desadaptadas, xerostomia (salivação escassa ou nula), são alguns quadros comuns para pacientes idosos, e longe de ser milagrosos, os implantes são apenas uma das formas possíveis para reabilitação, sendo que a presença de infecção em ambiente bucal pode agravar problemas sistêmicos como diabetes, cardiopatias, problemas renais , reumatológicos entre outros.
Implementar terapias de acompanhamento e definir estratégias preventivas, é propiciar àqueles pacientes que esperam mais que sossêgo na cadeira de balanço, uma terceira idade disposta ao convívio social com direito ao sorriso pleno de saúde.

Erosão ácida e a dentição da sociedade moderna.

Em agosto de 2005, durante o Simpósio Internacional Anual da FDI, realizado em Montreal, viu-se palestrantes renomados de todos os lugares do planeta, evidenciando uma tendência mundial: a prevalência da erosão ácida, também conhecida como perimólise.
O problema, de acordo com as pesquisas recentes, surgiu junto com a sociedade contemporânea devido às modificações alimentares, aquisição de hábitos deletérios e alguns problemas de saúde que ajudam a perpetuá-lo.
O principal fator, bastante comum nos alimentos industrializados, líquidos ou não, seria a utilização de conservantes ácidos, bombardeando incessantemente a dentição no seqüestro de minerais, que devido à excessos, não seriam repostos de forma natural, principalmente devido ao tempo entre a ingestão destes alimentos.
Apesar de parecer estático, o meio bucal apresenta uma dinâmica microscópica na perda e no ganho de minerais, e quando há o desequilíbrio estas substâncias não voltam para a superfície dura do dente, provocando um desgaste progressivo.
Além dos alimentos, outros fatores podem contribuir para o aparecimento da erosão ácida. Entre eles podemos citar o bruxismo, a escovação exagerada, a regurgitação, a bulemia, o fumo e a doença do refluxo gastro-esofágico.
O diagnóstico no início do processo é de primordial importância, e a orientação adequada ao paciente evita que o processo se agrave.

Fique atento aos sinais que aparecem nos dentes –
Brilho e Textura: brilho diferencial e desaparecimento de estruturas anatômicas denotam perda mineral.
Cor: dentes tornam-se amarelados à medida que o esmalte é desgastado, sobressaindo o tom da dentina subjacente.
Translucidez: bordos incisais mais finos, aumentando a translucidez da borda do dente.
Estrutura: podem ocorrer traços de fratura nos bordos quebradiços.
Forma: restaurações podem aparentar desgaste intenso e rebaixamento das bordas.

Para evitar que os danos se instalem, observe:

Reduzir ou eliminar o consumo de bebidas carbonadas ( bebidas gaseificadas).
Não reter alimentos ácidos na boca.
Mastigar após a refeição goma de mascar sem açúcar durante poucos minutos.
Aguardar pelo menos 1 hora para escovar os dentes.

A erosão ácida se relacionada também com outros fatores como acidez titulável, cálcio, fosfato e fluoreto, e a hipersensibilidade pode estar presente.

Cardápio do dia: dieta boa para a boca!

Um prato com bastante verduras verdes, carne grelhada com legumes diversos, e para sobremesa, frutas frescas com iogurte.
Este cardápio poderia entrar em qualquer dieta para perder peso ou evitar problemas de ordem sistêmica, mas o menu aqui é para ter e manter uma boca saudável.
As vitaminas devem estar inseridas na alimentação diária, preferencialmente sob a forma de alimentos frescos, evitando uma série de complicações bucais, das quais a severidade do problema conjuga com a falta da vitamina em questão.
A vitamina C, por exemplo, é uma vitamina cuja falta incorre no aparecimento de uma doença grave, o escorbuto, mas até as avitaminoses leves já inserem decorrências bucais, que vão desde sangramentos gengivais até avulsões dentárias.
Problemas linguais, descamações labiais e aftas podem ser decorrentes da falta de vitaminas do complexo B e a vitamina A ajuda nossa boca ficar longe das infecções.
Os laticínios em geral, são grandes aliados contra o câncer, mas o iogurte, devido às suas propriedades probióticas, ajudam os tecidos que sustentam os dentes a manterem-se íntegros.
Além dessas, existem muitas outras situações em que doenças bucais ganham vulto frente a falta de vitaminas específicas, sem mencionar o fato que muitos alimentos frescos e saudáveis ajudam a realizar uma auto limpeza, diminuindo os riscos de contrair afecções bucais.
A reeducação alimentar é a forma mais correta, juntamente com bons hábitos de higiene bucal, para que nosso sorriso permaneça sempre bonito e saudável.

Clareamento dentário: possibilidades e resultados.

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A exigência estética atual colocou no “hall” dos tratamentos odontológicos mais executados, uma forma relativamente recente de alvejar o dente, o clareamento dentário através do peroxido de hidrogenio.
Em variadas concentrações, ele pode ser utizado com uma moldeira, necessitando de um tempo razoável em contato com os dentes, o qual surte um bom resultado, porém está  relacionado com a tecnica que mais propicia sensibilidade e queimaduras gengivais, atuando de forma parcial, geralmente incorrendo em um degrade de tonalidade, devido à limitação da técnica.
No consultório é possível se ter maior previsibilidade e controle no tom alcançado e quando é estimulado pela luz, aumenta sua capacidade de interação.
Porém existe um equívoco na técnica de consultório mais utilizada, com tecnologia LED, em que muitos insistem em chamar de LASER, pois o laser desta técnica não compartilha do estímulo do peroxido, porque ela atravessa o dente e vai irritar a polpa, trazendo sensibilidade e tonalidade que puxam o tom gelo, perpetuando nos dentes um leve acinzentamento. Atualmente a melhor forma de clarear os dentes, é através da técnica Foto fenton, que desbota as tonalidades, permitindo que haja uma maior ação nas cadeias carbonicas, que trazem as pigmentacoes endogenas de difícil reversão.
A manutenção exige cuidado com os choques termicos, pois são eles que de fato mudam a cor dos dentes. Quanto aos pigmentos, geralmente tão execrados, a manutenção é muito simples e realizada com jato de bicarbonato.

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